Optogenética: como a luz pode controlar células do cérebro

Optogenética: como a luz pode controlar células do cérebro

A optogenética é uma técnica que permite controlar a atividade de determinadas células por meio da luz.

Para isso, as células são geneticamente modificadas para responder a estímulos luminosos. Depois, fibras ópticas são utilizadas para levar luz até regiões específicas do cérebro.

O que os pesquisadores conseguem fazer?

Em modelos animais, a técnica permite identificar e ativar grupos de neurônios ligados a comportamentos e memórias.

Pesquisadores já utilizaram a optogenética para:

  • ativar lembranças; 
  • criar associações artificiais; 
  • investigar circuitos relacionados ao medo; 
  • reduzir respostas ligadas a memórias negativas; 
  • compreender como determinadas regiões influenciam o comportamento. 

A proposta apresentada no documento utiliza essa tecnologia para estudar a possibilidade de sobrepor memórias traumáticas com experiências positivas. 

Por que ainda não é um tratamento?

Para funcionar, a optogenética exige modificação genética das células e acesso direto ao tecido cerebral.

Em animais pequenos, a luz consegue atingir as regiões estudadas com maior facilidade. No cérebro humano, a profundidade, o tamanho e os riscos envolvidos tornam o processo muito mais complexo.

O valor da pesquisa

Mesmo que sua aplicação clínica ainda esteja distante, a optogenética ajuda a ciência a compreender como memórias, emoções e comportamentos são organizados.

Antes de produzir um tratamento, uma técnica pode produzir algo igualmente importante: conhecimento sobre o funcionamento do cérebro.

Este conteúdo é educativo e não representa indicação de tratamento.

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